Solicita-me o senhor Presidente do Conselho Directivo, Prof. Doutor António de Sousa Pereira, que divulgue a seguinte informação:
"Caros Colegas,
Ontem, 15 de Fevereiro, houve uma reunião no Ministério da Ciência para discussão do dossier Obra do ICBAS.
Após uma introdução do ponto pelo senhor Ministro em que foi por ele reconhecido que nos últimos anos a Universidade do Porto tem sido preterida e é a única em que não foram feitos quaisquer investimentos na área do ensino da Medicina, fez-se de seguida uma apresentação do nosso projecto.
Em termos gerais o Ministério concorda com a estratégia de junção do ICBAS com Farmácia e reconhecendo as condições deploráveis em que o ICBAS funciona em termos de infra-estruturas físicas, entende que algo tem que ser feito urgentemente para garantir as condições mínimas de funcionamento até que o novo edifício esteja construído.
Fomos, no entanto, confrontados com uma situação de ausência completa de meios financeiros por parte do Ministério o que inviabiliza o lançamento imediato da obra.
A ser contemplada a construção, ela terá de ser enquadrada no próximo quadro comunitário de apoio cuja definição não se espera antes de Setembro/Outubro. Se tudo correr bem e desde que o ministério tenha previstas verbas do quadro comunitário de apoio para investimento no ensino superior (o que deverá acontecer com um elevado grau de certeza) poderemos ter autorização de abertura de concurso lá para Novembro/Dezembro, havendo aparentemente empenho do Ministério para que isso aconteça.
Este cenário conta, no entanto, com algumas nuvens que resultam desta conversa:
a) A opção estratégica do Ministério é investir na ciência e não nas universidades;
b) O Ministério, face às dificuldades financeiras, mostra-se disponível para apoiar logo que possível o arranque de uma das obras previstas (ICBAS/Farmácia e Medicina) tendo de haver pressão da UP para conseguir o arranque das duas em simultâneo.
c) Apesar de não se mostrar disposto a fazer investimentos nas universidades, nomeadamente na UP, o Ministério tem a pretensão de duplicar os numerus clausus na Medicina
d) Por razões que me ultrapassam, o sucesso da UP no que respeita à cativação de alunos e a sua dimensão incomodam o Ministério.
Enfim, como diria o cego – a ver vamos."
Secretariado Conselho Directivo
"Caros Colegas,
Ontem, 15 de Fevereiro, houve uma reunião no Ministério da Ciência para discussão do dossier Obra do ICBAS.
Após uma introdução do ponto pelo senhor Ministro em que foi por ele reconhecido que nos últimos anos a Universidade do Porto tem sido preterida e é a única em que não foram feitos quaisquer investimentos na área do ensino da Medicina, fez-se de seguida uma apresentação do nosso projecto.
Em termos gerais o Ministério concorda com a estratégia de junção do ICBAS com Farmácia e reconhecendo as condições deploráveis em que o ICBAS funciona em termos de infra-estruturas físicas, entende que algo tem que ser feito urgentemente para garantir as condições mínimas de funcionamento até que o novo edifício esteja construído.
Fomos, no entanto, confrontados com uma situação de ausência completa de meios financeiros por parte do Ministério o que inviabiliza o lançamento imediato da obra.
A ser contemplada a construção, ela terá de ser enquadrada no próximo quadro comunitário de apoio cuja definição não se espera antes de Setembro/Outubro. Se tudo correr bem e desde que o ministério tenha previstas verbas do quadro comunitário de apoio para investimento no ensino superior (o que deverá acontecer com um elevado grau de certeza) poderemos ter autorização de abertura de concurso lá para Novembro/Dezembro, havendo aparentemente empenho do Ministério para que isso aconteça.
Este cenário conta, no entanto, com algumas nuvens que resultam desta conversa:
a) A opção estratégica do Ministério é investir na ciência e não nas universidades;
b) O Ministério, face às dificuldades financeiras, mostra-se disponível para apoiar logo que possível o arranque de uma das obras previstas (ICBAS/Farmácia e Medicina) tendo de haver pressão da UP para conseguir o arranque das duas em simultâneo.
c) Apesar de não se mostrar disposto a fazer investimentos nas universidades, nomeadamente na UP, o Ministério tem a pretensão de duplicar os numerus clausus na Medicina
d) Por razões que me ultrapassam, o sucesso da UP no que respeita à cativação de alunos e a sua dimensão incomodam o Ministério.
Enfim, como diria o cego – a ver vamos."
Secretariado Conselho Directivo




